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RS responde por 0,2% da expansão elétrica do País

RS responde por 0,2% da expansão elétrica do País

Do total do crescimento da geração no Brasil, 10.324,2 MW, o Estado teve participação em somente 21,6 MW

RS responde por 0,2% da expansão elétrica do País Do total do crescimento da geração no Brasil, 10.324,2 MW, o Estado teve participação em somente 21,6 MW O Rio Grande do Sul teve uma tímida contribuição para a ampliação da capacidade de geração de energia do País no ano passado. No total nacional, foi alcançada a marca de 10.324,2 MW, com 291 usinas entrando em operação. Porém, desse conjunto, apenas dois empreendimentos são gaúchos, as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) Chimarrão e Tio Hugo, que somam uma potência instalada de 21,6 MW, o que significa somente 0,2% do resultado brasileiro. Os dados foram apresentados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conforme o órgão regulador, os estados líderes do ranking da expansão foram Bahia (2.614,7 MW), Rio Grande do Norte (2.278,5 MW) e Minas Gerais (2.025,7 MW). O Rio Grande do Sul ocupa a 18ª posição nessa lista com as duas usinas que começaram a funcionar em 2023. A PCH Chimarrão foi construída no rio Turvo, entre os municípios de Muitos Capões e André da Rocha. Em 2022, o ministério do Desenvolvimento Regional liberou para a realização da usina a contratação de R$ 35 milhões em financiamentos, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A implantação do empreendimento previa contar ainda com R$ 21,6 milhões em contrapartida da Chimarrão Energética, empresa responsável pela iniciativa. O valor global da obra era estimado em R$ 56,6 milhões.

Já a PCH Tio Hugo foi instalada pela cooperativa Coprel, no rio Jacuí, entre as cidades de Tio Hugo e Ibirapuitã. O investimento na hidrelétrica, mais em estruturas de transmissão para escoar a geração de energia, foi estimado em aproximadamente R$ 120 milhões. De acordo com a Aneel, a PCH Tio Hugo representou um acréscimo de 9,8 MW ao setor elétrico do Brasil e a Chimarrão mais 11,8 MW. A diretora de Operações e Sustentabilidade do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (Sindienergia-RS), Daniela Cardeal, considera pouco o volume agregado pelo Estado, se for levado em consideração o potencial de geração que os gaúchos possuem. Somente com a fonte eólica, Daniela, que assumirá a presidência do Sindienergia-RS neste mês de janeiro, afirma que há mais de 14 mil MW em condições de serem implementados no Rio Grande do Sul.

Um dos motivos que a dirigente aponta como explicação para o desempenho aquém do desejado pelo Estado foi o problema de conexão na rede elétrica que o Estado sofreu nos últimos anos, com o atraso na construção de linhas de transmissão. “Agora essa dificuldade já está resolvida”, enfatiza Daniela. Ela espera que o crescimento do mercado livre (ambiente formado por consumidores que podem escolher de quem vão comprar a energia) possa favorecer o incremento da geração no País, inclusive em território gaúcho. Quanto ao desempenho do Brasil no ano passado, a marca da expansão de mais de 10,3 mil MW (que não leva em conta a geração distribuída, em que o consumidor produz sua própria energia) representa o melhor resultado desde o início da medição em 1997. Os parques eólicos foram os principais responsáveis por esse recorde, com 140 usinas que passaram a operar ao longo de 2023, somando 4,9 mil MW. Dos 291 empreendimentos que entraram em atividade no período, 104 são centrais solares fotovoltaicas (4.070,9 MW), 33 são termelétricas (1.214,9 MW), 11 são pequenas centrais hidrelétricas (158,0 MW) e três centrais geradoras hidrelétricas (11,4 MW). Com a ampliação da geração, o País fechou o ano passado com 199.324,5 MW de potência, segundo a Aneel. Desse total em operação, 83,67% das usinas foram consideradas renováveis.

Jefferson Klein
jefferson.klein@jornaldocomercio.com.br
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